Comunicação em saúde em tempos de pandemia


Que a comunicação ganhou um lugar de importância mais forte durante a pandemia da COVID-19, que ainda enfrentamos, não é novidade. A informação de qualidade sobre os desdobramentos e descobertas da doença, número de casos e mortes tomou conta dos principais veículos de imprensa, inclusive gerando união entre eles, acima de qualquer concorrência, para as apurações sobre o coronavírus.


Do outro lado da tela, nas casas dos “quarentenados”, a comunicação também ganhava outra proporção. Era o caminho para novos conteúdos e formas de interação entre amigos e famílias que estavam distantes e para que milhares de empresas continuassem ativas no esquema home office. Lives, podcasts e reuniões online, com certeza, marcaram 2020.


Mas existe uma terceira faceta deste cenário que é importante destacar. Em meio ao caos, a saúde, claro, se tornou lugar de segurança. O medo da doença desconhecida fez com que nós, enquanto espectadores, confiássemos mais em mídias tradicionais e alternativas que traziam informações sobre qualidade de vida, imunidade e formas de nos mantermos saudáveis. Tudo isso afetou o consumo: pesquisa da Ernst & Young mostrou que 84% dos entrevistados pretendem gastar mais com produtos e serviços de cuidados pessoais e que 50% deles vão valorizar mais o consumo de saúde nos próximos cinco anos.


Já o Sebrae também chamou a atenção para o novo comportamento do consumidor na pandemia e apontou que está havendo um crescente interesse por produtos para a manutenção da saúde e priorização de serviços voltados a bem-estar, como terapias, por exemplo.


Todo este contexto reacendeu o mercado da comunicação em saúde. Profissionais liberais, clínicas, hospitais e centros de terapias holísticas se deram conta da necessidade de terem apoio técnico em suas divulgações e gestão de crise, abrindo espaço para o marketing digital e para a assessoria de imprensa.


É muito interessante perceber as mudanças no mercado, afetado pelas crises mundiais, diretamente na nossa empresa e na procura (ou não!) pelos serviços que oferecemos.


O que mais você acha que ganhou força em 2020?


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